Dra. Suelen Rodrigues Stallbaum – Hematologista Londrina, Apucarana, Maringá e região

Quando o tumor se rompe – Síndrome de Lise Tumoral

Agora em junho estamos conversando sobre as emergências onco-hematológicas, você tem acompanhado? 

O tema de hoje é a Síndrome de Lise Tumoral. Você já ouviu falar sobre ela? Então vamos entender juntos o que é essa emergência, como surge e os riscos que apresenta? 

Um tumor maligno é uma massa formada por células não saudáveis que se reproduzem de forma desordenada. Para matarmos o tumor precisamos destruir ele, certo? Mas se fizermos isso de forma muito rápida, liberamos muitas substâncias de uma vez na corrente sanguínea a sobrecarregamos nosso corpo com isso. O termo lise significa quebra, ruptura. A Síndrome de lise tumoral (SLT) acontece justamente quando há um rompimento de um número de células muito grande e ao mesmo tempo liberando diversas substâncias como grandes quantidades de ácido úrico na corrente sanguínea, algo grave e que pode até levar à morte se não tratado com urgência.

Na SLT, além do aumento do ácido úrico, nosso corpo também é sobrecarregado com:

  • Hipocalcemia (falta de cálcio no sangue) e hipercalciúria (eliminação de muito cálcio pelos rins) – falamos recentemente sobre o oposto: excesso de cálcio no sangue
  • Hiperfosfatemia (excesso de fosfato no sangue)
  • Hiperuricemia (concentração de ácido úrico no sangue)

Os riscos da SLT são muitos e incluem insuficiência cardíaca, lesões nos rins, alterações neurológicas (espasmos musculares e convulsões, alterações gastrointestinais e, se não diagnosticada e tratada, pode levar à falência múltipla de órgãos e óbito.

Os sinais e sintomas da lise tumoral são:

  • Náuseas, vômitos e diarreias
  • Hematúria (presença de sangue na urina)
  • Perda do apetite
  • Arritmias cardíacas
  • Espasmos musculares/tetania 
  • Arritmias e insuficiência cardíaca 

A Síndrome de Lise Tumoral é mais comum em tumores onco-hematológicos, como:

Leucemias Agudas como LLA e LMA e linfomas agressivos, principalmente Linfoma de Burkitt, Linfoma Difuso de Grandes Células B, Linfoma Linfoblástico e Linfoma do Manto com grandes massas.

Além disso, tumores maiores e de crescimento rápido também apresentam maior risco de se romperem. 

Como muitos dos sintomas podem ser confundidos com os da quimioterapia, é importante que o oncologista e o hematologista acompanhem de perto o paciente e realizem exames para medir níveis de potássio, cálcio, fosfato e ácido úrico, por exemplo. 

Como é uma emergência grave, o paciente deverá ser internado para acompanhamento caso seja diagnosticada a lise tumoral. O tratamento ideal seria perceber as situações de risco e instituir medidas precoces para evitar que a Síndrome de Lise Tumoral ocorra. Mas quando isso não for possível controlar as alterações dos eletrólitos no sangue e prevenindo, prevenindo ou já tratando lesões renais, cardíacas e neurológicas.  

O assunto é um pouco complicado e por isso, se você tiver alguma dúvida, me conte nos comentários! Paciente bem informado é fundamental para o sucesso do tratamento 😉 

Dra. Suelen Stallbaum⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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