Dra. Suelen Rodrigues Stallbaum – Hematologista Londrina, Apucarana, Maringá e região

Síndrome HELLP e trombofilia

Há algumas semanas, falei sobre a síndrome de HELLP e as complicações que ela traz para a gestação. E hoje vou falar se existe relação entre trombofilia e síndrome de Hellp.

Caso você não tenha acompanhado, vamos relembrar juntos o que é a síndrome?

A síndrome HELLP, que está relacionada ao aumento da pressão arterial em até 80% dos casos e pode ter relação com outra doença chamada pré eclâmpsia, embora esse fato ainda seja controverso e acontece na gestação e em casos mais raros ainda no puerpério (até 42 dias após o parto) pode acometer até 1% das gestantes. Ou seja, é bastante incomum. HELLP é um acrônimo que, em inglês, corresponde às principais alterações que são observadas na paciente.  

H: anemia hemolítica (hemolytic anemia);

EL: aumento de enzimas hepáticas (elevated liver enzymes);

LP: baixa contagem de plaquetas (low platelet count)

Na síndrome, ocorre uma ativação inflamatória generalizada e também da cascata de coagulação,  e o organismo age como se algo tivesse errado, evoluindo com complicações microvasculares e celulares, resultando nos sinais citados acima.

A maioria dos diagnósticos é realizada entre a 28ª e a 36ª semanas de gestação e em alguns casos, a desconfiança surge apenas por um acompanhamento hematológico que detecta uma baixa contagem de plaquetas. O principal “tratamento” para a síndrome é o parto e por isso existe uma taxa alta de nascimentos prematuros em bebês de gestação com síndrome de Hellp

Mas, será que existe relação entre pacientes com trombofilia e a síndrome HELLP? 

Como pudemos ver, a síndrome de Hellp está relacionada ao aumento da pressão arterial por conta de alterações na circulação em vasos sanguíneos e inflamação no fígado, principalmente, e não um trombose localizada. Já a trombofilia se dá por conta de defeitos na cascata de coagulação que predispõem à trombose, geralmente mais localizada.

Por isso, nem as mutações encontradas e nem a apresentação clínica nos levam a concluir que trombofilias clássicas seriam a explicação para síndrome HELLP. Porém, é possível sim que uma gestante apresente as duas condições simultâneas, mas é extremamente raro.

O acompanhamento com obstetra e hematologista irá garantir rápido diagnóstico e conseguir trabalhar para minimiza possíveis complicações tanto para a mãe, quanto para o bebê. 

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