Dra. Suelen Rodrigues Stallbaum – Hematologista Londrina, Apucarana, Maringá e região

O que são pacientes imunocomprometidos?

Com certeza você está acompanhando a pandemia do novo coronavírus. Chamamos de pandemia quando uma epidemia, ou seja, uma doença que transmite de pessoa para pessoa, está contagiando rapidamente e em nível global.

Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus chamado SARS-CoV-2 foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados na China. Provoca a doença chamada de infecção por coronavírus 2019 sigla em inglês COVID-19

Para a maioria das pessoas, o contágio com o vírus não representa problema grave, apenas o inconveniente de ficar em isolamento pelo período de incubação do vírus. Porém, existe o grupo de risco da doença, que são pessoas que tendem a desenvolver quadros graves uma vez infectadas. 

Neste grupo estão:

  • Idosos (acima de 60 anos e principalmente acima dos 80 anos)
  • Pacientes oncológicos 
  • Pacientes que estejam realizando quimioterapia ou radioterapia
  • Pacientes submetidos a transplantes, principalmente de medula óssea
  • Pacientes cardíacos e com doenças respiratórias
  • Diabéticos ou com doenças reumatológicas que façam uso de corticoides
  • Pacientes imunocomprometidos em geral

Mas, você sabe o que é uma pessoa imunocomprometida?

O nosso sistema imunológico é o responsável por lutar contra invasores e nos proteger de infecções. Em pacientes que os mecanismos normais de defesas estão comprometidos, o sistema imunológico não trabalha como deveria. 

Isso acontece por diversos motivos, mas é comum em pacientes oncológicos, soropositivos (com o vírus do HIV) ou transplantado. Um grupo considerado extremamente de risco e bastante imunocomprometido são os pacientes com transplante recente de medula óssea (primeiros seis meses). 

Até vírus brandos, que causam pequenas gripes, nesses pacientes podem desencadear casos mais graves, como pneumonias, já que o organismo não consegue reagir e lutar.

Por isso, quando falamos nos cuidados com o coronavírus, mesmo que você não esteja no grupo de risco, é preciso pensar que muitas pessoas próximas a você podem estar. E, se você levar o vírus até elas, essa pode ser uma ameaça real. 

Não é preciso ter pânico e correr para estocar comidas nos mercados, até porque superlotações em mercados podem ser focos de infecção. Mas, o que pedimos é o bom senso de evitar locais aglomerados, cancelar compromissos e viagens que possam ser reagendados e principalmente evitar visitas às pessoas que fazem parte do grupo de riscos.

Lembre-se: evite ir aos hospitais por qualquer sintoma. Falta de ar é o que mais indica urgência no atendimento, ok? 

Tem alguma dúvida? Deixe aqui nos comentários e vamos todos lembrar de higienizarmos as mãos de forma correta várias vezes ao dia e, se possível, usar álcool em gel sempre que estivermos em locais públicos 😉 

Não é exagero ou frescura. Não é “mimimi”. Não vire estatística!