Dra. Suelen Rodrigues Stallbaum – Hematologista Londrina, Apucarana, Maringá e região

O que é imunoterapia: entenda como ela é usada no tratamento para câncer

Hoje quero começar o conteúdo te fazendo uma pergunta: você já ouviu falar em imunoterapia? Sabe do que se trata?

Se a resposta foi “não”, não se preocupe! Vou te explicar exatamente o que é, para o que serve e quando é indicada. Vem comigo!

Ainda relativamente recente no Brasil, a imunoterapia é uma forma de tratamento para alguns tipos de câncer. Ela age diretamente no sistema imunológico, que é o responsável por defender nosso organismo de doenças e invasores externos. Mas como isso acontece?

Primeiro, vamos entender certinho como o câncer age em nosso corpo: um tumor surge com a reprodução descontrolada das células de um tecido. Por algum motivo, na maior parte das vezes desconhecido, acontece uma mutação lá no nosso DNA (carga genética) e essas células se tornam malignas. Nesse processo, as células têm suas características alteradas, ganhando ou perdendo alguns marcadores celulares que fazem com que o nosso sistema imune “fique perdido”.

Nosso corpo entende que essas células malignas não são legais para ele, porém o câncer consegue se camuflar entre as outras células do sistema imunológico, ficando difícil do próprio corpo combater a doença.

Com os medicamentos usados na imunoterapia, o objetivo é que o próprio sistema imunológico volte a reconhecer e combata essas células tumorais, passando a enxergá-las novamente. Ou seja, a imunoterapia altera a forma de reconhecimento do nosso sistema imune para atacar especificamente as células malignas, através de alguns marcadores ou sinalizadores dessa célula doente.

Quais os benefícios da imunoterapia?

Você pode ter entendido que a imunoterapia funciona por estimular o sistema de defesa a lutar contra o câncer, mas deve estar se perguntando: ok, mas quando ela é escolhida?

A quimioterapia, tratamento mais comum na luta contra o câncer, age de forma menos específica, pois mata tanto as células tumorais malignas, como células benignas no processo e com isso causa diversos efeitos colaterais porque é um combinado forte de medicação que tem consequências em todo o corpo: náuseas, vômitos, fraqueza, queda de cabelo e, principalmente, uma baixa no sistema imunológico. Ou seja, o paciente fica mais suscetível a algumas doenças, como gripes e infecções.

Já com a imunoterapia, por ser um tratamento mais específico e direcionado para a célula com os marcadores alterados, em alguns casos conseguimos poupar o paciente desses efeitos e ofertar uma melhor qualidade de vida durante o tratamento.  Sem falar que como o tratamento é mais direcionado, a chance de sucesso também costuma ser maior.
Porém, nem todo tipo de câncer reage à imunoterapia. Na área da hematologia a imunoterapia mais famosa até hoje é o Anticorpo Anti-CD20 (um marcador da superfície celular) chamado Rituximab, usado no tratamento de alguns subtipos de linfomas e leucemias. Mas existem vários outros exemplos, inclusive para tumores sólidos como câncer de pulmão, melanoma, etc.

É importante ressaltar que somente o médico responsável pelo paciente poderá determinar se o tratamento será com imunoterapia, quimioterapia, combinação das duas ou outra linha de tratamento, como a radioterapia.

A imunoterapia representa um excelente avanço na medicina hemato-oncológica, principalmente pensando em, como disse anteriormente, proporcionar qualidade de vida durante o tratamento e aumentar chances de cura.

Se você tem alguma dúvida sobre esse assunto que ainda é um pouco novo, deixe aqui nos comentários!

Sou médica hematologista e trato de doenças benignas e malignas, com consultório em Londrina e Apucarana. Para consultas em Londrina ligue para (43) 3372-2500. Em Apucarana o número é (43) 3422-0836. WhatsApp apenas para agendamento: (43) 99187-9191. Até o próximo conteúdo!