Dra. Suelen Rodrigues Stallbaum – Hematologista Londrina, Apucarana, Maringá e região

Entenda a Leucemia Linfoide Aguda

Quando falamos em câncer hematológico, ou seja, do sangue, a leucemia é o mais conhecido. Mas, existem alguns tipos da doença e as classificações fazem bastante diferença tanto para o diagnóstico, mas principalmente para o tratamento e prognóstico. 

Hoje, vim falar sobre um desses tipos: a Leucemia Linfoide Aguda, conhecida por LLA.

O tipo de câncer mais comum em crianças, a LLA também pode ser diagnosticada em adultos e idosos. Ela surge quando células-tronco, que são fabricadas lá na medula óssea, estão imaturas (blastos) e sofrem mutação no DNA, então passam a ser multiplicadas de forma desregulada, ou seja, em número muito maior do que o normal. 

O resultado é a substituição da medula normal por células malignas, a não fabricação das células saudáveis e o surgimento da doença.

Os principais sintomas são:

  • Fadiga
  • Palidez
  • Infecções de repetição
  • Linfonodos aumentados
  • Hematomas sem causa aparente
  • Sangramentos 
  • Dores ósseas

A doença, apesar de estar na classificação “aguda”, que são as mais graves, na infância, se descoberta rapidamente, apresenta boas taxas de remissão (quando os exames não apresentam mais sinal da leucemia). Em adultos o mais importante é detectar o mais cedo possível.

O diagnóstico é feito primeiro com um exame clínico realizado pelo hematologista, que irá solicitar um hemograma completo.Após é feita uma avaliação da medula óssea através de punção para os exames de mielograma e imunofenotipagem, que irá  verificar as características físicas das células – que geralmente são divididas em LLA tipo T e LLA tipo B (as células T e B são as afetadas).

Após confirmada a doença, é hora de definir o tratamento. 

O tratamento inclui, principalmente, ciclos de quimioterapia, tanto em crianças, quanto em adultos. A imunoterapia também está disponível para as leucemias linfoides do tipo B. Em casos mais graves, pode ser indicado o transplante de células-tronco.

A doença pode atingir também o Sistema Nervoso Central (SNC), por isso o tratamento irá depender de como o paciente foi acometido. 

Mesmo após remissão, é comum realizarmos as terapias de manutenção e exames de acompanhamento. 

Ficou com alguma dúvida? Deixe nos comentários! E lembre-se: sinais e sintomas como sangramento, hematomas e dores, precisam de investigação médica de urgência.