Dra. Suelen Rodrigues Stallbaum – Hematologista Londrina, Apucarana, Maringá e região

Contagem de plaquetas: O que pode alterá-las?

Vamos falar sobre contagem de plaquetas? Quem me acompanha por aqui já deve ter percebido que vários dos meus conteúdos citam uma célula específica: as plaquetas, também chamadas de trombócitos. Elas são células responsáveis pela coagulação do sangue e por isso quando existe um problema de coagulação, investigamos como está o número dessas células no organismo.

Mas, alterações vistas em um hemograma (exame de sangue) também podem indicar que algo não vai como deveria. Existem três casos de alteração de plaquetas: as plaquetas em contagem alta, em contagem baixa e a contagem normal, porém com alteração na função.

Entenda o que pode causar cada uma dessas situações. Confira!

Contagem de plaquetas: Plaquetas altas –  Plaquetose

Quando o número de plaquetas está maior do que os valores de referência (acima de 400.000 por microlitro), damos o nome de plaquetose ou trombocitose.

Esse quadro pode indicar que estamos diante de:

  • Paciente com anemia ferropriva
  • Infecção
  • Possível sangramento prolongado (hemorragia)
  • Síndromes Mieloproliferativas, como um quadro de trombocitose essencial, que surge quando há um defeito nas células-tronco e o número de plaquetas (também chamadas de trombócitos) sobe muito
  • Uma possível leucemia 

É preciso investigar a causa da plaquetose, assim como a qualidade das plaquetas, porque ela tende a ser o sinal de uma doença que precisa de diagnóstico e tratamento. O maior risco do alto número de plaquetas no sangue se dá porque aumenta também a formação de trombos (coágulos), que podem obstruir veias, aumentando o risco de trombose, por exemplo. Embora contagens de plaquetas acima de 1 milhão também possa paradoxalmente aumentar a chance de sangramento.

Plaquetas baixas: Plaquetopenia

Também chamada de trombocitopenia, a plaquetopenia é quando o número de plaquetas está abaixo do esperado. Já trouxe em meu blog duas situações que causam um quadro de plaquetopenia identificada em pós-operatório e também Púrpura Trombocitopênica Imune.

Mas, existem outras situações que resultem na baixa das plaquetas:

  • Uso de alguns medicamentos
  • Alguns tipos de câncer, como por exemplo linfoma e leucemia 
  • Infecções
  • Doenças auto-imunes, como lúpus
  • Algumas gestantes também podem apresentar trombocitopenia ao fim da gravidez

Os casos de plaquetopenia podem ser pela diminuição da sua produção na medula óssea ou também por um aumento da destruição das plaquetas. 

Alteração na função das plaquetas

Essa alteração é mais difícil de ser diagnosticada pois outros exames de coagulação podem ser normais e inclusive a contagem de plaquetas e mesmo assim o paciente tem sangramento. Nesses casos é necessário fazer testes específicos para avaliar a função das plaquetas como PFA-100 ou tempo de sangramento, menos disponíveis no mercado. As causas de alteração na função das plaquetas pode ser genética ou mesmo por condições adquiridas como pacientes com doença cardíaca que usam antiagregantes como Clopidogrel.

Com o hemograma, exame clínico e o relato do paciente, conseguimos identificar se é preciso solicitar outros exames para investigar a causa na alteração de plaquetas. O importante é lembrar que sintomas como fraqueza, roxos na pele e sangramentos sem motivo aparente precisam de investigação por parte de um hematologista, ok?

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