Dra. Suelen Rodrigues Stallbaum – Hematologista Londrina, Apucarana, Maringá e região

Reumatismo no sangue: existe essa doença?

Reumatismo: você com certeza já ouviu esse termo! No consultório e aqui nas redes sociais é muito comum a dúvida sobre o famoso “reumatismo no sangue”. Você sabe o que é? Vem comigo para descobrir!

 

Primeiro é importante explicar o que é o reumatismo. Apesar de muita gente acreditar que o termo significa uma doença, hoje vim te contar que na verdade ele está ligado a mais de 200 doenças! Isso mesmo. E se você já leu um pouquinho sobre o tema, saiba que não é só a artrite reumatóide ou a artrose que compõem esse grupo.

Apesar de as doenças reumáticas mais famosas serem as das articulações, temos o caso da febre reumática que é popularmente chamada de “reumatismo no sangue”. Porém, tal doença não existe!

Mas então de onde surgiu o termo “reumatismo no sangue”? Existe uma doença chamada febre reumática, que na verdade nada mais é do que uma infecção na garganta causada por uma bactéria específica, (pra você saber, o estreptococo do grupo A). Essa infecção quando não tratada corretamente pode ter complicações.

Essa bactéria tem alguns “pedacinhos” muito parecidos com estruturas do nosso próprio corpo e em alguns casos, nossa imunidade acaba “se atrapalhando” na hora de criar os anticorpos para combater a bactéria e gera anticorpos que acabam atacando o nosso próprio corpo, principalmente nosso coração, articulações, pele e cérebro. Isso gera inflamação nesses locais e diversos sintomas.

 

Os primeiros sintomas da febre reumática são dores muito fortes e inflamação nos membros inferiores. Aparecerá também inchaço e aumento da temperatura local. Lembrando que antes o paciente já haverá sentido os sintomas da infecção na garganta. Além disso, quando a inflamação ataca o coração podem haver sintomas como fadiga e taquicardia.

 

A febre reumática é mais comum na faixa etária entre 5 e 15 anos e é rara em adultos. Por isso os pais ou responsáveis devem estar atentos: infecção de garganta deve ser tratada!

 

O tratamento pode ser feito com antibiótico (para combater a bactéria), anti-inflamatórios para dores nas articulações e cortisona, que interrompe o avanço da doença.

 

Outra possível explicação para o termo “reumatismo no sangue”, seria o fato de que algumas doenças reumatológicas podem causar alterações nos exames de sangue. Mas é importante saber que a pessoa não precisa necessariamente ter um exame de sangue alterado para ter uma doença reumatológica. E o contrário também é verdadeiro: só um exame positivo não quer dizer que a pessoa tem reumatismo. Um pouquinho confuso, né?

 

Por isso o melhor sempre é procurar um profissional especialista e capacitado para o seu tratamento, seja um clínico, reumatologista ou hematologista.

 

Sou hematologista e atendo doenças relacionadas ao sangue em pacientes a partir dos 16 anos em Londrina e Apucarana. Para agendar uma consulta comigo em Londrina ligue para (43) 3372-2500. Em Apucarana o número é (43) 3422-0836. WhatsApp apenas para agendamento: (43) 99187-9191. Até o próximo conteúdo e um ótimo começo de ano!

Pacientes em diálise e anemia: qual a relação?

Quando falamos em anemia, boa parte das pessoas tende a achar que a causa está relacionada com a alimentação. Mas você sabia que existem outros fatores que podem causar a condição no organismo? Eu já falei sobre alguns tipos de anemias específicos e também da anemia em doenças crônicas. Hoje vou te explicar mais sobre a anemia em pacientes com doenças renais, especialmente aqueles em diálise.

Para quem não sabe, a diálise é a técnica usada para “compensar” uma falha ou perda da função dos rins, ajudando o paciente a conseguir eliminar os líquidos e substâncias indesejadas do corpo. Ela pode ser feita de duas formas: pela hemodiálise ou pela diálise peritoneal.

Nesse cenário, conforme o paciente vai perdendo as funções do rim é comum aparecer a anemia. Isso acontece porque quando o rim deixa de funcionar, ele perde a capacidade de produzir um hormônio chamado eritropoietina (EPO). A EPO é um hormônio responsável por estimular a produção dos glóbulos vermelhos.

Como sabemos, o baixo volume de glóbulos vermelhos no sangue está diretamente relacionado com o surgimento da anemia, assim como a deficiência de ferro, vitamina B12 e diversas outras causas.

Como já aprendemos aqui, com a redução de glóbulos vermelhos, o transporte de oxigênio no corpo fica prejudicado. Por causa disso, Por causa disso, o paciente que tem problemas renais com anemia tende a apresentar cansaço constante, fadiga, intolerância ao frio e em alguns casos taquicardia. Por isso é tão importante que o tratamento de doenças renais seja feito por um conjunto de especialidades e exames como hemograma precisam ser realizados com frequência!

O principal tratamento para a anemia em pacientes que estão em diálise é é a reposição da Eritropoietina sintética. Na prática é uma injeção subcutânea (como a injeção de insulina) com o hormônio que aplicamos de 1 até 3 vezes por semana para repôr a EPO que os rins não conseguem mais produzir. É necessário claro também avaliar outras causas, como falta de ferro e outros nutrientes. Por isso mais uma vez o suporte do paciente com insuficiência renal sempre deve ser multidisciplinar e multiespecialidades.

É importante ressaltar que a causa da anemia não é a diálise em si, mas que acaba tendo essa relação por ser comum em pacientes que passam pelo tratamento. Se você é um paciente renal, o ideal é solicitar para o seu nefrologista a indicação de um hematologista para fazer o acompanhamento em conjunto. Assim você garante que, caso surja uma anemia, ela não se agravará podendo trazer complicações sérias.

Sou hematologista e atendo pacientes a partir dos 16 anos em Londrina e Apucarana. Para agendar uma consulta comigo em Londrina ligue para (43) 3372-2500. Em Apucarana o número é (43) 3422-0836. WhatsApp apenas para agendamento: (43) 99187-9191. Até o próximo conteúdo e um ótimo fim de ano!

Anemia na terceira idade: o que é e quando se preocupar?

Por aqui a gente está sempre falando sobre doenças relacionadas ao sangue, que são minhas especialidade. Mas uma delas é “campeã” de dúvidas: a anemia. Então hoje eu quero falar sobre a presença de anemia em um grupo muito especial, que é a terceira idade.

 

A anemia acontece quando o nível de hemoglobina (responsável pelo transporte de oxigênio no sangue) está abaixo do normal. E na terceira idade pode acontecer por deficiência de nutrientes, como o ferro e vitamina B12 e também por doenças crônicas, que inclusive você pode ler mais sobre o assunto no meu blog!

 

Os estudos sobre anemia em idosos no Brasil ainda são poucos, mas relatam que cerca de 10% das pessoas acima de 65 anos apresentam a condição. É importante dizer que, diferente da anemia em pessoas jovens, no idoso ela pode estar relacionada com infecções, doenças e muitas vezes com problemas nos rins, por isso a atenção deve ser grande.

 

Os principais sintomas de anemia na terceira idade são:

 

  • Fadiga

  • Cansaço excessivo

  • Desinteresse por atividades corriqueiras, que pode ser confundido com depressão

  • Dificuldade para se movimentar, por conta do baixo nível de oxigênio no sangue

     

Quando o paciente chega ao consultório para avaliar uma possível anemia, precisamos entender também se há doenças relacionadas, anemias hereditárias e grande perda de sangue recente. Isso está diretamente ligado ao tratamento que será escolhido: reposição de ferro, vitamina B12, eritropoetina (em casos de anemia por insuficiência renal) ou até mesmo transfusões de sangue. Além disso, nos idosos com anemia sempre devemos investigar a presença de uma doença chamada Mieloma Múltiplo (também já falei sobre ela por aqui) e também rastrear outros tipos de câncer.

É preciso ter em mente que ao passar dos anos nossa saúde vai mudando e precisamos estar atentos aos sintomas e sinais que nosso corpo dá. Está se sentindo cansado e sem disposição para o que antes fazia normalmente? Você pode estar com anemia e somente um exame de sangue poderá mostrar isso.

 

E se você conhece alguém que não tenha acesso aos meus conteúdos mas que precisa dessa avaliação, o deixe informado! Pode parecer pouca coisa, mas a anemia não tratada pode impactar muito seriamente a saúde do paciente.

 

Sou hematologista e atendo pacientes a partir dos 16 anos em Londrina e Apucarana. Para agendar uma consulta comigo em Londrina ligue para (43) 3372-2500. Em Apucarana o número é (43) 3422-0836. WhatsApp apenas para agendamento: (43) 99187-9191. E se tiver alguma dúvida, deixe nos comentários! Até a próxima 🙂