Dra. Suelen Rodrigues Stallbaum – Hematologista Londrina, Apucarana, Maringá e região

AVC em jovens: entenda quais são os riscos e cuidados

Até alguns anos atrás era muito raro ouvirmos falar sobre jovens que tiveram AVC. Mas, você sabia que o número está aumentando? Por isso hoje vou falar um pouquinho sobre o que é o Acidente Vascular Cerebral e deixar um alerta para essa geração que pode não se preocupar tanto com os sinais. Vamos lá?

O AVC é o que popularmente chamamos de “derrame”, mas na verdade o nome correto seria Acidente Vascular Encefálico, ou AVE. Existem dois tipos e é importante saber a diferença:

AVC Isquêmico: Esse tipo é causado pela obstrução (“entupimento”) ou diminuição considerável do fluxo sanguíneo de uma artéria no cérebro e é o mais comum.

AVC Hemorrágico: Já o segundo tipo é caracterizado pelo rompimento de um vaso e consequente “vazamento” do sangue para o cérebro. É esse o tipo conhecido por derrame.

Mas como jovens podem ser vítimas de uma condição tão associada às pessoas mais velhas?

As principais causas estão relacionadas com o estilo de vida. Apesar de vivermos a “geração saúde”, muita gente ainda deixa para pensar sobre alimentação e qualidade de vida depois de certa idade.

Colesterol alto, hipertensão, obesidade: esses são alguns dos fatores de risco. Além disso, o estresse gerado em muitos jovens pelo ritmo de trabalho acelerado também contribui com problemas cardiológicos e vasculares, como o AVC.

Outra causa para o acidente vascular cerebral que acaba sendo pouco lembrada é quando há algum problema com as artérias do pescoço (que fazem parte do fluxo sanguíneo do cérebro). Em caso de acidentes com traumas e lesões, mesmo sendo um jovem saudável o paciente pode ter a obstrução da artéria e consequente diminuição do fluxo sanguíneo cerebral.

Os sintomas de um AVC são os mesmos em todas as idades: dormência de um lado do corpo, fraqueza, tontura, dificuldade em falar, perda de visão. Um “truque” usado é o do sorriso: se a pessoa ao tentar sorrir apresenta a boca torta ou levemente para baixo, é um alerta, porém o sintoma ou alteração física estará sempre relacionado à área do cérebro afetada, por isso nem todos os pacientes vão ter os mesmos sintomas.

Ao ser encaminhado para atendimento médico, serão feitos exames para confirmação do quadro e o médico especialista irá definir o melhor tratamento, envolvendo desde a desobstrução do vaso afetado, até uso de medicamentos para tratar a causa que deu início ao quadro (como hipertensão). Dependendo das sequelas o paciente também poderá passar por outros especialistas como fisioterapeuta, fonoaudiólogo, etc.

O mais importante no caso de AVC em jovens é lembrar da importância da prevenção. Parece clichê, mas uma alimentação com pouca gordura e exercícios físicos regulares já ajudam muito. Além disso, o acompanhamento regular com um médico de confiança é importante, já que em um simples exame de sangue conseguimos identificar níveis que podem servir de alerta: colesterol, triglicérides ou glicemia.  E o que o hematologista tem a ver com AVC? Existem algumas doenças da área da hematologia que aumentam o risco de AVC isquêmico. Então AVC isquêmico em paciente jovem sem uma causa definida deve sempre ser avaliado pelo hematologista.

Ficou com alguma dúvida? Deixe nos comentários! Sou hematologista e atendo em Londrina e Apucarana. Para consultas em Londrina ligue para (43) 3372-2500. Em Apucarana o número é (43) 3422-0836. WhatsApp apenas para agendamento: (43) 99187-9191.